Radicais livres

Escrito por Gabriela Matos em . Postado em Saúde

O oxigênio respirado reage com os combustíveis das células – açúcar (glicose), gorduras e proteínas -, produzindo energia par avida. É a chamada respiração celular. A energia é liberada a partir de compostos chamados adenosina trifosfato (ATP). O composto ATP se encontra nas mitocôndrias, orgânulos localizados dentro das células.

Se faltar o oxigênio, distribuído pelos glóbulos vermelhos do sangue, as células morrerão e, portanto, o indivíduo morrerá, então fica difícil acreditar, mas a presença desse oxigênio, indispensável à vida, também é responsável pela morte.

Durante o processo da produção de energia, ou a respiração celular, dentro das mitocôndrias, 2% a 5% do oxigênio produzem moléculas altamente reativas ou radiativas. Na essência, o que acontece, é que os átomos dessas moléculas ficam com um número ímpar de elétrons – os elétrons são partículas negativas que giram em torno do núcleo do átomo – , e precisam estar aos pares, ou terão alta capacidade de reagir com qualquer estrutura próxima, procurando roubar um elétron que lhes falta, num processo chamado oxidativo ou de oxidação.

A molécula com um número ímpar de elétrons são os famosos radicais livres. As causas da produção dessas moléculas podem ser fisiológicas, isto é, decorrentes dos próprios processos orgânicos naturais ou, então, de algum problema que esteja havendo no organismo.

Como os radicais livres possuem número ímpar de elétrons em sua última camada, eles procuram remediar a situação capturando elétrons de qualquer outro átomo para fazer um par, numa reação chamada de oxidação, modificando a estrutura e o funcionamento da molécula agredida, que se transforma em um novo radical livre. Essa nova molécula com radical livre é uma ameaça mortal para a célula ou para a estrutura a que pertence.

Como produtos normais e uteis, os radicais livres têm ação benéfica quando participam nos mecanismos de defesa contra partículas sólidas ou de microrganismos invasores do corpo. Os fagócitos são tipos celulares de glóbulos brancos, capazes de fazer ingestão celular, por exemplo, de bactérias agressoras. Os radicais livres oxidam e matam as bactérias fagocitadas pelos glóbulos brancos.

Os radicais livres oxidam o DNA dos cromossomos no núcleo das células. O próprio DNA consegue restaurar essas oxidações, mas quando elas são muitas, as que sobram podem causar mutações nos genes. Esses genes mutantes são capazes de levar a uma divisão celular sucessiva, pela alteração da capacidade total de realizar o trabalho celular, favorecendo os processos cancerígenos, e comprometendo também o sistema imunológico.

 

REFERÊNCIA

OLIVEIRA, Jair Tadeu G. de. Alimentação funcional prolongando a vida, com saúde. São Paulo: Claridade, 2006.

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